- Digestão Humana
- Processo de transformação do alimento passando por dois processos
1 físico:
mastigação/deglutição = quebra do alimento em pedaços menores
2- químico:
vários processos de quebra do alimento, iniciando com
2.1 - amilase salivar (boca)
a ptialina -enzima- transforma amido em maltose com PH básico
2.2 suco gástrico (Estomago)
a pepsina - enzima - transforma proteínas em polipeptídeos com PH ácido
2.3 suco pancreático (duodeno)
a tripsina - enzima - transforma proteína em polipeptídeos
a lipase -enzima- transforma lipídios em ác graxo e glicerol
a amilase -enzima- transforma amido em maltose
a nuclease -enzima- transforma DNA e RNA em nucleotídeos
2.4 suco entérico (duodeno)
polipeptidases - enzima- transforma polipeptídeo em aminoácido
maltase - enzima - transforma maltose em glicose
lactase -enzima- transforma lactose em glicose + galactose
sacarase -enzima- transforma sacarose em glicose + frutose
2.5 Bile (fígado)
age com um detergente para a gordura no sistema digestório.
é um sal (não enzima) produzido no fígado
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Biologia! Sistema Digestório - parte1
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Resumo e Ficha de Leitura - Vidas Secas!
Assunto: Vidas Secas - Graciliano Ramos
A família de retirantes, formada pelo vaqueiro Fabiano, Sinhá Vitória, dois filhos e a cachorra Baleia vara o sertão nordestino a procura de um lugar melhor. Desalentados pela fome e o cansaço, arrastam-se pelo solo empobrecido pela seca, levando consigo o pouco que lhes resta.
O filho menor cai, sem forças para continuar e o pai, irritado, coloca-o nas costas, penalizado com a condição da família. Procura saciar a fome, sacrificando o papagaio e o preá caçado por Baleia.
Invadem uma fazenda abandonada, onde, aliviado, Fabiano se julga homem, para, em seguida, considerar-se mais um “bicho”, capaz de vencer todas as dificuldades.” Passou a tomar conta de casa alheia, do gado que restava, entendendo-se com os animais e empregando a mesma linguagem restrita a grunhidos e monossílabos, para comunicar-se com os parentes.
Quando o dono da fazenda retorna, expulsa a família do vaqueiro, que se mostra prestativo e humilde e acaba conquistando a vaga de capataz.
Um dia, Fabiano vai à cidade fazer compras e, quando toma uma cachaça em um bar, é convidado para um jogo de cartas por um soldado amarelo. Perde todo o dinheiro e sai da partida acabrunhado. O soldado, dizendo-se ofendido, pelo abandono brusco do carteado, acaba ocasionando a prisão do vaqueiro, onde é impiedosamente surrado sem Ter como defender-se, amargando a revolta.
Sinha Vitória, que não consegue realizar seu sonho de possuir uma “cama de lastro de couro”, um dia revolta-se com a rotina doméstica, os filhos e a cachorra Baleia. Mas , em seguida, resolve conservar as esperanças, imaginando diversas maneiras de obtê-la, tornando-se quase feliz.
Ao chegarem as chuvas de inverno, a família se reúne ao redor do fogão para se aquecer. É quando as crianças ouvem a conversa monossilábica e confusa dos pais, sem poder entendê-los, porque a escuridão impede de observar seus gestos e expressões.
Enquanto Fabiano vê afastado o perigo da seca, Sinhá Vitória teme o perigo da enchente.
No Natal., a família, em trajes de passeio e calçando sapatos, vai à cidade. A sensação de desconforto gerada pelas roupas e calçados apertados aumenta quando, comparados aos tipos da cidade, sentem-se inferiorizados. Os meninos e a cachorra se mostram amedrontados em meio à multidão, enquanto sinhá Vitória participa da missa e Fabiano procura um bar para embebedar-se e assim, superar a humilhação.
Na fazenda, Baleia adoece e Fabiano se vê obrigado a sacrificá-la. Com o episódio de sua morte, fica clara a condição humana a que fora alçada a personagem pelos membros da família, que sentem a perda como a de um ente querido.
Ao acertar as contas com o patrão, Fabiano sente-se lesado, mas aceita passivamente a justificativa de que a diferença era por juros devido a adiantamento recebido. Fabiano se revolta, mas não reage.
As aves em partida anunciam a proximidade de nova seca. Os animais começam a tombar de fome e sede. Com medo do futuro, Fabiano começa a pensar no soldado amarelo e no dono da fazenda, a quem identifica como “governo”. Revoltado com sua impotência, julga-se um “cabra safado”.
Com a chegada da seca, Fabiano pensa em resistir e permanecer na fazenda. A morte em número cada vez maior de animais, porém, faz com que decida fugir para outro lugar. Desconsolados, combinam partir de madrugada, para não encontrar o patrão com quem estavam endividados. Conversam para atenuar o sofrimento, enquanto caminham com a esperança de, um dia, alcançar um lugar onde “os meninos aprendessem coisas difíceis e necessárias”, um lugar “desconhecido e civilizado.”
Ficha de Leitura
* Estrutura da Narrativa: os capítulos são independentes e podem ser lidos em ordem aleatória, uma vez que foram produzidos como contos e publicados em jornais da época. Servem para dar unidade à narrativa apenas o primeiro e o último capítulos, respectivamente, “Mudança” e “Fuga”, que marcam o início e reinício do ciclo da seca.
* Foco Narrativo (onisciência prismática): narrador em terceira pessoa, em cada capítulo evidencia-se um protagonista e tudo é narrado segundo a visão de mundo da personagem em evidência.
* Tempo e Espaço : a realidade miserável do sertão nordestino e o sistema da seca como o agente antagônico da história, que torna a família de retirantes “vidas secas’, impossibilitadas de qualquer forma de ascensão. A história se passa no período entre duas secas e o romance é atemporal: tanto pode ser a década de 30 (época da publicação) como os dias atuais.
* Personagens : Fabiano, Sinhá Vitória, Menino Mais velho, Menino Mais Novo, Cachorra Baleia são os membros da família de retirantes e protagonistas da história. Observe-se o processo de animalização dos seres humanos e de antropomorfização da cachorra.
Patrão, Fiscal da Prefeitura e Soldado Amarelo são os agentes antagônicos, cada um, à sua maneira, explora a família de Fabiano.
* Elementos Estilísticos : -construção inovadora da narrativa, cujos capítulos , com exceção do primeiro e último, podem ser lidos em ordem aleatória;
- cuidado especial no tocante à linguagem – a família de retirantes tem dificuldades de fazer uso da linguagem verbal , comunicando-se através de sons guturais, grunhidos e monossílabos. Sua dificuldade de expressão é um dos grandes fatores que o condicionam à marginalidade, inclusive veem o domínio da língua como perigo e os pais censuram as crianças quando estas se demonstram questionadoras. No entanto o narrador explora seu fluxo de consciência através do discurso indireto livre. -
* Tema principal e secundários : O tema é o drama da seca no Nordeste, não só a seca como agente climático, mas o sistema social do local é responsável por produzir “Vidas Secas”. Temas secundários: coisificação ou exploração do homem como objeto do próprio homem, a falta de domínio da língua culta como fator de exclusão social, a incapacidade de verbalizar a revolta e reivindicar direitos sociais.
A família de retirantes, formada pelo vaqueiro Fabiano, Sinhá Vitória, dois filhos e a cachorra Baleia vara o sertão nordestino a procura de um lugar melhor. Desalentados pela fome e o cansaço, arrastam-se pelo solo empobrecido pela seca, levando consigo o pouco que lhes resta.
O filho menor cai, sem forças para continuar e o pai, irritado, coloca-o nas costas, penalizado com a condição da família. Procura saciar a fome, sacrificando o papagaio e o preá caçado por Baleia.
Invadem uma fazenda abandonada, onde, aliviado, Fabiano se julga homem, para, em seguida, considerar-se mais um “bicho”, capaz de vencer todas as dificuldades.” Passou a tomar conta de casa alheia, do gado que restava, entendendo-se com os animais e empregando a mesma linguagem restrita a grunhidos e monossílabos, para comunicar-se com os parentes.
Quando o dono da fazenda retorna, expulsa a família do vaqueiro, que se mostra prestativo e humilde e acaba conquistando a vaga de capataz.
Um dia, Fabiano vai à cidade fazer compras e, quando toma uma cachaça em um bar, é convidado para um jogo de cartas por um soldado amarelo. Perde todo o dinheiro e sai da partida acabrunhado. O soldado, dizendo-se ofendido, pelo abandono brusco do carteado, acaba ocasionando a prisão do vaqueiro, onde é impiedosamente surrado sem Ter como defender-se, amargando a revolta.
Sinha Vitória, que não consegue realizar seu sonho de possuir uma “cama de lastro de couro”, um dia revolta-se com a rotina doméstica, os filhos e a cachorra Baleia. Mas , em seguida, resolve conservar as esperanças, imaginando diversas maneiras de obtê-la, tornando-se quase feliz.
Ao chegarem as chuvas de inverno, a família se reúne ao redor do fogão para se aquecer. É quando as crianças ouvem a conversa monossilábica e confusa dos pais, sem poder entendê-los, porque a escuridão impede de observar seus gestos e expressões.
Enquanto Fabiano vê afastado o perigo da seca, Sinhá Vitória teme o perigo da enchente.
No Natal., a família, em trajes de passeio e calçando sapatos, vai à cidade. A sensação de desconforto gerada pelas roupas e calçados apertados aumenta quando, comparados aos tipos da cidade, sentem-se inferiorizados. Os meninos e a cachorra se mostram amedrontados em meio à multidão, enquanto sinhá Vitória participa da missa e Fabiano procura um bar para embebedar-se e assim, superar a humilhação.
Na fazenda, Baleia adoece e Fabiano se vê obrigado a sacrificá-la. Com o episódio de sua morte, fica clara a condição humana a que fora alçada a personagem pelos membros da família, que sentem a perda como a de um ente querido.
Ao acertar as contas com o patrão, Fabiano sente-se lesado, mas aceita passivamente a justificativa de que a diferença era por juros devido a adiantamento recebido. Fabiano se revolta, mas não reage.
As aves em partida anunciam a proximidade de nova seca. Os animais começam a tombar de fome e sede. Com medo do futuro, Fabiano começa a pensar no soldado amarelo e no dono da fazenda, a quem identifica como “governo”. Revoltado com sua impotência, julga-se um “cabra safado”.
Com a chegada da seca, Fabiano pensa em resistir e permanecer na fazenda. A morte em número cada vez maior de animais, porém, faz com que decida fugir para outro lugar. Desconsolados, combinam partir de madrugada, para não encontrar o patrão com quem estavam endividados. Conversam para atenuar o sofrimento, enquanto caminham com a esperança de, um dia, alcançar um lugar onde “os meninos aprendessem coisas difíceis e necessárias”, um lugar “desconhecido e civilizado.”
Ficha de Leitura
* Estrutura da Narrativa: os capítulos são independentes e podem ser lidos em ordem aleatória, uma vez que foram produzidos como contos e publicados em jornais da época. Servem para dar unidade à narrativa apenas o primeiro e o último capítulos, respectivamente, “Mudança” e “Fuga”, que marcam o início e reinício do ciclo da seca.
* Foco Narrativo (onisciência prismática): narrador em terceira pessoa, em cada capítulo evidencia-se um protagonista e tudo é narrado segundo a visão de mundo da personagem em evidência.
* Tempo e Espaço : a realidade miserável do sertão nordestino e o sistema da seca como o agente antagônico da história, que torna a família de retirantes “vidas secas’, impossibilitadas de qualquer forma de ascensão. A história se passa no período entre duas secas e o romance é atemporal: tanto pode ser a década de 30 (época da publicação) como os dias atuais.
* Personagens : Fabiano, Sinhá Vitória, Menino Mais velho, Menino Mais Novo, Cachorra Baleia são os membros da família de retirantes e protagonistas da história. Observe-se o processo de animalização dos seres humanos e de antropomorfização da cachorra.
Patrão, Fiscal da Prefeitura e Soldado Amarelo são os agentes antagônicos, cada um, à sua maneira, explora a família de Fabiano.
* Elementos Estilísticos : -construção inovadora da narrativa, cujos capítulos , com exceção do primeiro e último, podem ser lidos em ordem aleatória;
- cuidado especial no tocante à linguagem – a família de retirantes tem dificuldades de fazer uso da linguagem verbal , comunicando-se através de sons guturais, grunhidos e monossílabos. Sua dificuldade de expressão é um dos grandes fatores que o condicionam à marginalidade, inclusive veem o domínio da língua como perigo e os pais censuram as crianças quando estas se demonstram questionadoras. No entanto o narrador explora seu fluxo de consciência através do discurso indireto livre. -
* Tema principal e secundários : O tema é o drama da seca no Nordeste, não só a seca como agente climático, mas o sistema social do local é responsável por produzir “Vidas Secas”. Temas secundários: coisificação ou exploração do homem como objeto do próprio homem, a falta de domínio da língua culta como fator de exclusão social, a incapacidade de verbalizar a revolta e reivindicar direitos sociais.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Biologia! Reino Monera
Reino Monera!
Constituído por bactérias e cianobactérias
características do reino:
- Unicelulares
- Procariontes (sem núcleo organizado)
- citoplasma desprovido quase totalmente de estrutura membranosa
- inexistência de cloroplasto:
compostas por:
- hialoplasma
- ribossomos
- cromatina (dna)
- membrana plasmatica
(Estrutura celular de uma bactéria)
Nutrição:
As Bactérias se alimentam de diversos modos, entre eles podemos distinguir grupos como:
- Autotróficas: são capazes de produzir as substâncias orgânicas que lhes servem de alimento, a partir de substâncias inorgânicas.
- Quimioautotróficas: utilizam oxidações inorgânicas como fonte de energia para sintetizar substâncias orgânicas a partir de gás carbônico (CO2) e de átomos de hidrogênio (H)
- Heterotróficas: a maioria das espécies de bactéria apresenta nutrição heterotrófica, alimentando-se de moléculas orgânicas produzidas por outros seres vivos. As saprofágicas obtêm alimento a partir de matéria orgânica sem vida. Desempenham a função de decompositoras.
As parasitas são as que obtêm alimento a partir de tecidos corporais de seres vivos, em geral causando doenças.Reprodução:
Bactérias se reproduzem, sexuada e assexuadamente.
Assexuada:
Divisão binária: As bactérias se reproduzem assexuadamente por divisão binária. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio, originando duas novas bactérias idênticas a ela. Esta é a forma mais usual da reprodução bacteriana.
(esquematização de rep assexuada)
Sexuada:
Para as bactérias considera-se reprodução sexuada qualquer processo de transferência de fragmentos de DNA de uma célula para outra. Depois de transferido, o DNA da bactéria doadora se recombina com o da receptora, produzindo cromossomos com novas misturas de genes. Esses cromossomos recombinados serão transmitidos às células-filhas quando a bactéria se dividir.
A transferência de DNA de uma bactéria para outra pode ocorrer de três maneiras: por transformação,transdução e por conjugação.
Classificação:
cocos,bacilos, vibriões, e espirilos. Os cocos, podem se agrupar, e formarem colônias. Grupos de dois cocos formam um diplococo, enfileirados formam um estreptococos, e em cachos, formam um estafilococo.
Doenças:
Bactérias são causadoras de inúmeras doenças, tais como: Tuberculose,acne,lepra,difteria, sífilis, coqueluche,tétano, leptospirose, gonorréia, miningite, salmonela
Ps: Para efeitos de vestibular é bastante importante memorizar as doenças causadas por bactérias e por vírus, já que geralmente é pedido para diferenciar o tipo de tratamento com as doenças causadas pelos dois.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Livros - UFPR (2014/2015)
Olá galera vestibulanda do meu Brasil! Hoje vou postar pra vocês a lista de livros que será utilizada no vestibular deste ano na UFPR (por falar nisso cadê as datas de meio de ano hein?)
Enfim, mostrarei aqui a lista, e logo mais,depois de terminar de ler as obras e resumi-las eu posto seus respectivos resumos pra facilitar a vida de vocês... e a minha! Mas vale lembrar, ler o livro tem todo um gosto mágico e um aprendizado muito melhor, então se puderem/quiserem...LEIAM!
Enfim, mostrarei aqui a lista, e logo mais,depois de terminar de ler as obras e resumi-las eu posto seus respectivos resumos pra facilitar a vida de vocês... e a minha! Mas vale lembrar, ler o livro tem todo um gosto mágico e um aprendizado muito melhor, então se puderem/quiserem...LEIAM!
| • A Última Quimera | Ana Miranda |
| • Claro Enigma | Carlos Drummond de Andrade |
| • Eles Não Usam Black-Tie | Gianfrancesco Guarnieri |
| • Fogo Morto | José Lins do Rego |
| • Lavoura Arcaica | Raduan Nassar |
| • Lucíola | José de Alencar |
| • O Bom Crioulo | Adolfo Caminha |
| • Os Dois ou o Inglês Maquinista | Luís Carlos Martins Pena |
| • Poemas Escolhidos | Gregório de Matos (organização de José Miguel Wisnik) |
| • Várias Histórias | Machado de Assis |
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Sentimento do Mundo
Carlos Drummond de Andrade (1940)
Contexto
Histórico
Sentimento do
Mundo foi publicado no ano de 1940, numa pequena tiragem de 150 exemplares os
quais foram distribuídos a amigos e outros escritores. Na época em fora escrito
por Drummond, o Brasil vivenciava o Estado Novo de Getúlio Vargas e no plano
internacional, houve o acirramento do Nacionalismo exacerbado e revanchismo
decorrente do desfecho da Primeira Guerra Mundial, as relações sociais e
políticas foram marcadas pelo surgimento e expansão das doutrinas do Nazismo e
Fascismo na Europa.
Assim, o Estado
Novo foi uma forma de regime ditatorial disfarçado pelo populismo, sendo
declarado por Vargas em 1937 assim como uma nova Constituição (a Polaca) que
ampliou o poder do presidente, desmobilizou os partidos de oposição e disputa
com o governo. Para fortalecer o regime, Vargas valeu-se da aprovação de
direitos trabalhistas e forte propaganda de manipulação/persuasão e Censura
(pelo Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP), chegando a ser apelidado de
“o pai dos pobres”, mas também ”mãe dos ricos”.
Assim o Movimento
intelectual e artístico foi marcado essencialmente pelo questionamento da
existência humana, do sentimento de “estar-no-mundo”, das inquietações social,
religiosa, filosófica, amorosa e etc. Carlos Drummond de Andrade é o poeta que
melhor representa o espirito dessa geração - conhecida como Geração de 30.
Sentimento
do mundo (livro), de Carlos Drummond de Andrade
Análise
Publicado pela primeira vez em 1940, Sentimento do mundo é o terceiro trabalho poético de Carlos Drummond de Andrade. Os poemas deste livro foram produzidos entre 1935 e 1940. São 28 no total. Traz o olhar do poeta sobre o mundo à sua volta, tendendo para um olhar crítico e significativamente político. É uma obra que retrata um tempo de guerras, de pessimismo e sobretudo, de dúvidas sobre o poder de destruição do homem.
Escrito na fase em que o mundo se recuperava da Primeira Guerra Mundial e em que já se encontrava iminente a Segunda Grande Guerra, com a imposição do Estado Novo de Getúlio Vargas e o crescimento do Nazi-fascismo, percebe-se em Drummond a luta, a contestação, pela palavra, das atrocidades que o mundo parecia aceitar (“Tudo acontece, menina / E não é importante, menina”). Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo.
Em Sentimento do mundo, Drummond revê o fazer poético. Amadureceu o poeta individualista de Alguma Poesia, tomando consciência do mundo, apesar de não se esquecer de seu coração.
O poeta de Sentimento do mundo constata que vive em “um tempo em que a vida é uma ordem”, que vive num mundo grande, onde os homens de “diferentes cores” vivem suas “diferentes dores” e que não é possível “amontoar tudo isso/num só peito de homem”. Ele constata, arrependido, que se voltou para si e para seus ínfimos problemas:
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre. ("Mundo grande", Sentimento do mundo)
Mais que constatar ele se recusa a ser "o poeta de um mundo caduco", a ser "o cantor de uma mulher, de uma história". O poeta não será uma ilha, mas cantará "o tempo presente, os homens presentes, / a vida presente" ("Mãos dadas","Sentimento do mundo"). O verso-cachaça dá lugar ao verso-combate, que alimenta o coração do poeta, para lhe dar forças para lutar:
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.
Ó vida futura! nós te criaremos. ("Mundo grande", "Sentimento do mundo")
Nos poemas de Sentimento do mundo, além do traço preciso e corrosivo, próprio da escrita de Drummond, há uma imensa preocupação com os rumos que tomam as pessoas enquanto seres humanos.
Nesta obra fica claro que o individualismo está mais próximo da concordância com o modelo da situação que do protesto e que, somente unidos (“Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”), através dos mesmos sentimentos, ainda que mal se compreendam (“Ele sabe que não é nem nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza...”), os homens conseguiriam modificar o mundo:
...as mãos dos sobreviventes se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez,
uma inocência, um perdão simples e macio...
Havemos de amanhecer ("A noite dissolve os homens")
Não há, entretanto, otimismo na visão do poeta. É sombria e pessimista a visão de mundo que se justapõe à esperança da revolução e da utopia. Assim, dor e esperança são os temas básicos que regem os poemas de Sentimento do Mundo. Uma dor, talvez, maior que a esperança que a contempla, ou talvez esta não esteja tão próxima dos homens. A dor é o "Sentimento do Mundo"; dor de todos os homens e que se concentra em um só – o poeta:
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo
mas estou cheio de escravos
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor. ("Sentimento do mundo)
E, então, ele, o poeta, sente-se responsável pelas pessoas a sua volta; sofre por elas; sente-se elas. Como se vê em:
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.
(...)
("Poema da necessidade")
O "nós" é muito empregado em Sentimento do Mundo e é através do "nós" que surgirá a esperança. Ressalte-se que ela, a Esperança, nunca está no presente, mas, sempre, no futuro, virá. Vem, assim como a dor, personificada em imagens possíveis de se encontrar em nosso cotidiano: o sorriso do operário, que caminha firme ("Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido"); a aurora, que dissolve a noite que traz o sofrimento ("Aurora, / entretanto eu te diviso, ainda tímida, / inexperiente das luzes que vais acender"); o soluço de vida, que resiste ao verme roedor de lembranças:
Havia a um canto da sala um álbum de fotografias intoleráveis,
alto de muitos metros e velho de infinitos minutos,
em que todos se debruçavam
na alegria de zombar dos mortos de sobrecasaca.
Um verme principiou a roer as sobrecasacas indiferentes
e roeu as páginas, as dedicatórias e mesmo a poeira dos retratos.
Só não roeu o imortal soluço de vida que rebentava
Que rebentava daquelas páginas. ("Os mortos de sobrecasaca")
Assim, os temas políticos, o sofrimento do ser humano e as guerras, a solidão, o mundo frágil, os seres solitários predominam. A dor humana está lá; o eu-lírico se resguarda e canta o outro, tão mais importante que ele próprio.
Publicado pela primeira vez em 1940, Sentimento do mundo é o terceiro trabalho poético de Carlos Drummond de Andrade. Os poemas deste livro foram produzidos entre 1935 e 1940. São 28 no total. Traz o olhar do poeta sobre o mundo à sua volta, tendendo para um olhar crítico e significativamente político. É uma obra que retrata um tempo de guerras, de pessimismo e sobretudo, de dúvidas sobre o poder de destruição do homem.
Escrito na fase em que o mundo se recuperava da Primeira Guerra Mundial e em que já se encontrava iminente a Segunda Grande Guerra, com a imposição do Estado Novo de Getúlio Vargas e o crescimento do Nazi-fascismo, percebe-se em Drummond a luta, a contestação, pela palavra, das atrocidades que o mundo parecia aceitar (“Tudo acontece, menina / E não é importante, menina”). Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo.
Em Sentimento do mundo, Drummond revê o fazer poético. Amadureceu o poeta individualista de Alguma Poesia, tomando consciência do mundo, apesar de não se esquecer de seu coração.
O poeta de Sentimento do mundo constata que vive em “um tempo em que a vida é uma ordem”, que vive num mundo grande, onde os homens de “diferentes cores” vivem suas “diferentes dores” e que não é possível “amontoar tudo isso/num só peito de homem”. Ele constata, arrependido, que se voltou para si e para seus ínfimos problemas:
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre. ("Mundo grande", Sentimento do mundo)
Mais que constatar ele se recusa a ser "o poeta de um mundo caduco", a ser "o cantor de uma mulher, de uma história". O poeta não será uma ilha, mas cantará "o tempo presente, os homens presentes, / a vida presente" ("Mãos dadas","Sentimento do mundo"). O verso-cachaça dá lugar ao verso-combate, que alimenta o coração do poeta, para lhe dar forças para lutar:
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.
Ó vida futura! nós te criaremos. ("Mundo grande", "Sentimento do mundo")
Nos poemas de Sentimento do mundo, além do traço preciso e corrosivo, próprio da escrita de Drummond, há uma imensa preocupação com os rumos que tomam as pessoas enquanto seres humanos.
Nesta obra fica claro que o individualismo está mais próximo da concordância com o modelo da situação que do protesto e que, somente unidos (“Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”), através dos mesmos sentimentos, ainda que mal se compreendam (“Ele sabe que não é nem nunca foi meu irmão, que não nos entenderemos nunca. E me despreza...”), os homens conseguiriam modificar o mundo:
...as mãos dos sobreviventes se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez,
uma inocência, um perdão simples e macio...
Havemos de amanhecer ("A noite dissolve os homens")
Não há, entretanto, otimismo na visão do poeta. É sombria e pessimista a visão de mundo que se justapõe à esperança da revolução e da utopia. Assim, dor e esperança são os temas básicos que regem os poemas de Sentimento do Mundo. Uma dor, talvez, maior que a esperança que a contempla, ou talvez esta não esteja tão próxima dos homens. A dor é o "Sentimento do Mundo"; dor de todos os homens e que se concentra em um só – o poeta:
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo
mas estou cheio de escravos
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor. ("Sentimento do mundo)
E, então, ele, o poeta, sente-se responsável pelas pessoas a sua volta; sofre por elas; sente-se elas. Como se vê em:
É preciso casar João,
é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.
(...)
("Poema da necessidade")
O "nós" é muito empregado em Sentimento do Mundo e é através do "nós" que surgirá a esperança. Ressalte-se que ela, a Esperança, nunca está no presente, mas, sempre, no futuro, virá. Vem, assim como a dor, personificada em imagens possíveis de se encontrar em nosso cotidiano: o sorriso do operário, que caminha firme ("Vejo-o que se volta e me dirige um sorriso úmido"); a aurora, que dissolve a noite que traz o sofrimento ("Aurora, / entretanto eu te diviso, ainda tímida, / inexperiente das luzes que vais acender"); o soluço de vida, que resiste ao verme roedor de lembranças:
Havia a um canto da sala um álbum de fotografias intoleráveis,
alto de muitos metros e velho de infinitos minutos,
em que todos se debruçavam
na alegria de zombar dos mortos de sobrecasaca.
Um verme principiou a roer as sobrecasacas indiferentes
e roeu as páginas, as dedicatórias e mesmo a poeira dos retratos.
Só não roeu o imortal soluço de vida que rebentava
Que rebentava daquelas páginas. ("Os mortos de sobrecasaca")
Assim, os temas políticos, o sofrimento do ser humano e as guerras, a solidão, o mundo frágil, os seres solitários predominam. A dor humana está lá; o eu-lírico se resguarda e canta o outro, tão mais importante que ele próprio.
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
O Cortiço
Aluísio Azevedo , 1890
O romance
focaliza a ascensão de um português, João Romão, dono de um cortiço e uma
pedreira cujos empregados, além de morar nos casebres por ele alugados,
endividam-se ao comprar fiado em sua
venda. Através dessa exploração, João Romão vai-se enriquecendo, auxiliado por
sua amante e empregada, Bertoleza, para quem ele havia providenciado uma falsa
carta de alforria.
O maior
desejo do vendeiro é conseguir boa posição social, além da fortuna, como seu
patrício Miranda, que mora no sobrado
encostado ao cortiço e é vítima da
inveja de Romão, por seus costumes refinados. Movido pela ambição, o
protagonista não hesita em usar os meios para acumular fortuna, roubando nos
pesos e nos trocos. Assim acumularia riqueza para ficar noivo da filha do
Miranda.
Enquanto
ocorre o processo de ascensão de João Romão, são focalizados outros
personagens, centros de pequenos enredos, mas que, no todo, funcionam como
instrumentos para a máquina de renda do proprietário do cortiço. São lavadeiras,
prostitutas, operários da pedreira, todos representantes de uma população
marginal que vive em um ambiente degradado e corruptor.
O cortiço é
o meio que parece adquirir vida própria, um personagem maior, que condiciona o
comportamento dos que ali moram, como é o caso de Pombinha, menina inocente
criada em colégio interno, não resistindo Às pressões do meio, é levada à
prostituição, por Leónie, sua madrinha, com quem também desenvolve um
relacionamento homossexual. O mesmo se dá com Jerônimo, o colono português,
mestre de obras da pedreira que, vindo morar no cortiço com a esposa Piedade é
arrebatado por uma paixão violenta por Rita Baiana, abandonando a família e a
vida regrada que vivia, tornando-se marginal e homicida.
Depois de
um incêndio no cortiço, motivado por uma vingança do cortiço Cabeça de Gato (
vingança à morte do Firmo, ex – amante de Rita ), João Romão transforma-o na
“Avenida São Romão”, com uma aparência cuidada
e ordeira, enquanto a população mais baixa e miserável se reúne em outro
local, reproduzindo a situação inicial do “Cortiço São Romão”, como se houvesse
um ideal de preservar a típica estalagem fluminense, onde há um rolo e um samba
por noite, onde se matam homens sem a polícia descobrir , viveiro de larvas ou
animais no brejo de lodo quente e fumegante, fazendo brotar vidas miseráveis em
meio à podridão.
Ao chegar À
plena ascensão, ampliando a venda, reformando a casa, que ostentava mais do que
o sobrado, refinando seus hábitos e maneira de vestir-se, João Romão prepara-se
para tomar como esposa a filha do Miranda. Era preciso , então, livrar-se de
Bertoleza, traste que lhe servira em outra época e agora adiava sua felicidade.
Assim, denuncia sua fuga aos antigos
donos, que vão buscá-la com a polícia. A escrava, percebendo a traição,
suicida-se.
Em seguida,
pára uma carruagem na porta do vendeiro, trazendo-lhe o título de sócio
benemérito de uma entidade abolicionista
Ficha de Leitura :
Personagens
: Todos são tipos, apresentados
como problema social urbano na realidade inferior do Rio de Janeiro. Do cortiço
saem personagens que estão sempre vinculados ao grupo e cuja ação resulta do
meio a que fazem parte. A narrativa se constrói em lutas, porém entre membros
de uma mesma classe: a burguesia dos dois sobrados e a popular dos cortiços.
Ganância x ganância, exploração x exploração ( Miranda e João Romão), cada qual
procurando explorar o máximo seus semelhantes. Enquanto no espaço do cortiço
destaca-se a luta entre o capoeira brasileiro e a força bruta do português (
Firmo e Jerônimo), a mulata sensual contra o provincianismo da portuguesa (
Rita Baiana e Piedade), as donzelas contra a prostituição favorecida elo meio (
Pombinha e Léonie)
Narrador: em terceira
pessoa, onisciente, seu propósito crítico é mostrar as mazelas morais e sociais
dos habitantes de um cortiço, no Rio de Janeiro, segunda metade do século XIX,
fundamentando-se na corrente determinista de Hypolite Taine, segundo a qual o homem é produto do meio, da raça e
do momento histórico.
Tempo e
Espaço: embora a obra tenha sido publicada em 1890, retoma os anos imediatamente
anteriores à abolição da escravatura e à Proclamação da República no Brasil ,
mostrando um Rio de Janeiro que se urbanizava desordenadamente.
Gênero da
Obra: Naturalismo – o meio social é mais importante do que o homem e
condiciona o seu caráter. Mostra uma sociedade, doente, patológica e sem
conserto. Todos os que se submetem a morar no cortiço são corrompidos pelo meio
corruptor.
O percurso de ascensão de
João Romão fundamenta-se na Lei de Seleção Natural de Darwin , ou lei da
sobrevivência do mais forte. É Assim que João Romão se apodera do Cortiço, de
Bertoleza e da pedreira como veículos que lhe garantem a plena ascensão social.
Daí vem a mudança de hábito, o noivado com Zulmira e a denúncia de Bertoleza
aos seus donos, livrando-se do traste para que pudesse se casar com a jovem
burguesa, filha do Miranda.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Literatura! Memórias de Um Sargento de Milícias
Memórias
de Um Sargento de Milícias – Manuel A . de Almeida.
I- Enredo
Leonardo,
herói das memórias, nasceu de um romance sui generis. Leonardo Pataca, seu pai,
e Maria da Hortaliça, quitandeira das Praças
de Lisboa, saloia rechonchuda e bonitona. Conheceram-se num navio e após
algumas pisadelas e beliscões foram morar juntos. Transcorridos sete meses,
teve Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprimento,
gordo, vermelho, cabeludo, esperneador e chorão. Era Leonardo.
Traquinas, Leonardo foi
abandonado pelo pai, aos sete anos, após a fuga de Maria da Hortaliça, para
Portugal, com o capitão de um navio – seu novo amante. Com um pontapé, o pai –
que na época desempenhava a função de meirinho (oficial de justiça), manda-o
fora de casa. Leonardo, então, é recolhido pelo padrinho, o barbeiro vizinho.
Mas suas estrepolias não cessaram, fato que causou sérias desavenças entre a
madrinha de Leonardo, a vizinha e parteira, e o padrinho, já que este último
fazia vistas grossas às travessuras do afilhado.
O barbeiro ensinou-lhe, com
muito custo, as primeiras letras, pois tencionava fazê-lo clérigo. Na escola,
suas artimanhas se intensificaram. Passados dois anos, Leonardo abandonou a
escola e ingressou, como coroinha, na Igreja, pois via ali lugar
adequado para melhor prepará-lo. Mas teve lá estadia breve: o padre enxotou-o,
tantas foram as desordens que provocou.
Neste ritmo, Leonardo
cresceu, sem, entretanto, dar para nada do que o padrinho pretendia fazer dele.
Tornou-se um vadio. Já moço, andava às tontas, sem Ter qualquer preocupação.
Sua primeira paixão foi despertada por Luisinha, sobrinha de d. Maria, senhora
rica que tinha por hábito discutir questões jurídicas. Mas Luisinha logo ficou comprometida com José Manuel, um
espertalhão à procura de dotes,.
O padrinho de Leonardo
morre. Ao saber dos bens herdados pelo filho, Leonardo Pataca, que após amores
mal sucedidos com uma cigana passou a viver com Chiquinha, a sobrinha da
comadre, aparece para tomar conta do filho. Leonardo revive, então, o episódio
da infância: é expulso pelo pai após uma série de desentendimentos com
Chiquinha.
Andando sem rumo, encontra
um grupo de jovens. No meio deles, reconhece um antigo companheiro de
traquinagens. Tomás da Sé, que havia sido, junto com ele, coroinha. É convidado
para hospedar-se numa espécie de cortiço, onde conhece Vidinha, mulata de cerca
de 20 anos, por quem se apaixona.
Após algum tempo, Leonardo é
preso por vadiagem pelo Major Vidigal. Mas consegue fugir antes de chegar à
cadeia. Para livrá-lo das perseguições
de Vidigal, a madrinha lhe arranja um emprego na despensa real .Mas o rapaz mete-se em encrencas ao tentar
conquistar a esposa de um companheiro de trabalho. Então é despedido.
Novamente preso, desta vez
não foge. Torna-se soldado e passa a auxiliar diretamente o Major Vidigal, nas
batidas policiais. Numa dessas diligências, é incumbido de prender um bicheiro,
Teotônio. No entanto, ao contrário do que lhe havia sido ordenado, Leonardo
auxilia a fuga do bicheiro, indo novamente preso.
A madrinha, sabendo da
prisão do afilhado, procura uma ex- amante do major, Maria Regalada, para que
esta interceda em favor do relaxamento da prisão de Leonardo, que não só é
libertado, como é promovido ao cargo de Sargento de Milícias.
Leonardo volta a encontrar
Luisinha, que ficara viúva. Casam-se e Leonardo recebe uma carta do pai, na
qual o chamava para entregar o que lhe deixara o padrinho, fortuna que o
barbeiro arranjara roubando de um capitão moribundo de um navio, e que se
achava religiosamente intacta.
FICHA DE LEITURA
Narrador:
Em terceira pessoa; trata-se de um narrador
observador, que interfere, brinca ironiza as situações vividas pelos
personagens. Os costumes e as práticas da época não escapam ao seu juízo
crítico e gozador. Não raras vezes opina a respeito do que conta com
indisfarçável tom de deboche.
Dirige-se ao leitor para pedir-lhe a cumplicidade,
saltando da terceira pessoa para a primeira do plural, em nome da manutenção do
interesse pela obra.
Personagens:
Fugindo dos tradicionais textos do Romantismo, o autor
nos apresenta personagens que não são nem proprietários nem escravos, mas pouco
considerados em sua representatividade social. À medida que lutam pela
sobrevivência, os personagens agem de acordo com a necessidade, transitando
livremente entre o bem e o mal, sem
moralismos ou escrúpulos, uma vez que suas virtudes compensam seus pecados. É o
que se verifica, por exemplo, no comportamento
do barbeiro, padrinho de Leonardo, cuja fortuna mal adquirida depois o
reabilita À medida que é utilizada nobremente, para garantir o futuro do afilhado.
Além da lei das compensações, gerada pela necessidade
da sobrevivência, há ainda outra característica interessante do comportamento
desta classe social, a que o crítico Roberto Schwarz chama de política do
favor , da qual parece nascer o famoso jeitinho brasileiro, em que uma mão
lava a outra. O compadre, assim, ajuda Leonardinho, sendo ajudado pela comadre
nesta função. A comadre, por sua vez, pede ajuda a D. Maria, e esta a Maria
Regalada, para salvar Leonardinho das mãos do Major Vidigal, que pela sedução
da ex- amante, é atraído ao universo da desordem.
Então o ‘uma mão lava a outra’, e o “jeitinho
brasileiro da ‘política do favor” somando-se à amoralidade, constituem não só os traços que diferenciam a nossa
classe popular, com também em sentido
mais amplo, caracterizam uma especificidade da cultura brasileira, que
posteriormente será desvendada por Machado de Assis.
Leonardinho:
primeiro anti- herói
dos romances brasileiros, Fruto de um beliscão e uma pisadela, não vem
de uma linhagem nobre e nem sequer a narativa lhe apresenta o sorenome.
Considerado “herói malandro” ou “pícaro”, um vagabundo contumaz que vive às
custas do padrinho; sem um emprego definido , fugindo das perseguições do major
Vidigal e vivenciando alguns envolvimentos amorosos. Encarna o tipo do amalndro
amoral que vive o presente, sem qualquer preocupação com o futuro.
Tempo e
espaço :
“Era o tempo do rei.” A narrativa se desenrola durante
o período em que D. João
VI esteve no Brasil. Distanciando-se no tempo, ganha qa dimensão de crônica ou
livro de memórias de um passado não muito remoto em relação ao tempo do
narrador. Nesse confronto entre o pasado e o presente da narração, há um tom
nostálgico, através do qual se percebe a valorização do que já passou. MAs o
passado não é visto com a idealização romântica, e sim com as minúcias dos
aspectos documentais da obra, ligados à estética realista.
Vivida no Rio de Janeiro, a história recria o espaço
urbano carioca do tempo do rei e povoa suas ruas de festas, procissões e
comportamentos populares que descambam para
a desordem(como por exemplo xeretar , através das janelas, ao casa
alheia), sendo os fatos narrados com bom humor e veia crítica, por isso
denominado “Romance de Carnavalização dos costumes”.
Linguagem :
Estilo coloquial, direto resgatando com fidelidade o
português popular da época, traço que o distingue mais uma vez dos romances
tradicionais em estilo pomposo.
A oralidade, a coloquialidade, o tom de crônica
jornalística, aproximam a linguagem desta obra
da literatura Modernista, segundo a qual
a linguagem literária deveria reproduzir a oralidade.
Estilo:
A tradição a que parece ligarem-se mais adequadamente
as Memórias é a romântica: tendência ao pessoal, à vida íntima do protagonista,
suas experiências sentimentais, evocação da história de uma época ( “era o
tempo do rei”), história de happy end. No entanto, há características
que distanciam a obra do Romantismo tradicional: classes de baixa renda,
protagonista anti-herói, cenas reais, não idealizadas, não há o maniqueísmo
romântico ( bem x mal) , sentimentalismo substituído por humorismo, estilo oral
e descontraído.
“ Vale a pena Ler de novo”:
Capítulo 3:
carnavalização dos costumes
/ Capítulo 9: o livre passeio
entre a moralidade e a imoralidade
/ capítulo 11: inclusão do leitor
na narrativa / capítulo 15: a
oralidade, os diálogos / capítulo 18: Luisinha, anti-heroína romântica.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Literatura! Resumo e Ficha de Leitura - A cidade e as Serras (Eca de Queiroz)
O segundo livro, que vou sintetizar aqui é cidade e as serras, pessoalmente eu gostei do livro, pequeno (só 16 cap), relativamente facil de ler, e com happy end.
Novamente os creditos vão para Ana Maria, minha professora de literatura, já que era ela quem passava praticamente tudo do resumo que vou postar aqui.
A cidade e as Serras (Eca de Queiroz) 1901 - (Realismo)
Ficha de Leitura:
Narrador: Personagem, porém não o protagonista, e sim seu amigo José Fernandes, que narra atenuamente os fatos ruins de Jacinto, no entanto o traz á realidade.
Tempo e Espaço:
Paris e Portugal no séc 19, onde Paris representava a cidade, a grande metrópole com suas riquezas e Portugal representava as Serras, com sua simplicidade.
Condiz com a escola literária o Realismo quando apresenta criticas á aristocracia, e descreve o adultério.
1826- mostra o positivismo, e o cientificismo as avessas.
Romance Humanitário:
Mostra o atraso de Portugal, e seus problemas sociais, critica a elite portuguesa que nao cuida de sua terra e de seu povo, e apresenta como solução um retrocesso tecnológico de agricultura, para os moldes do sistema feudal, afim de melhorar a economia portuguesa.
Personagens:
Jacinto: o "príncipe" vive uma vida plena e satisfatória de ilusão quando em Paris, e seus atos refletem isto, porem quando cansado da vida de futilidades, é imerso nas serras de Portugal e descobre a verdadeira felicidade.
Zé Fernandes: o melhor amigo de Jacinto, que se aproveita também de sua fortuna, porem abre os olhos do amigo quanto aquela vida fútil, e o insere no campo.
Aristocracia : vida de futilidades
Campo: vida de necessidades
RESUMO! ENREDO
Cap 1 a 7: Genealogia de Jacinto, mostra a saida de Portugal com D. Miguel.
1875-1880: tempos da universidade onde mostra sua teoria : suma potência x suma ciência = suma felicidade.
1887-1888: Zé Fernandes após passar um tempo em Portugal, volta a Paris.
Cap 8 a 16: Jacinto cansa-se da vida de aparencias que leva em Paris, Zé Fernandes ajuda abrir os olhos de Jacinto, mostrando a ele, as desigualdades sociais existentes ali. Então propõe uma viagem a Portugal, onde Jacinto se maravilha com a simplicidade do campo, e como sua bagagem extravia e atrasa, ele prefere ficar por lá, por mais algum tempo.. Depois de residido, um dia numa chuva torrencial, teve de se hospedar na casa de um de seus funcionarios, e é quando percebe as necessidades de seu povo. E a partir daí comeca a transformar suas terras, colocando ali um posto médico, escolas e etc. Com o passar do tempo, casa-se com a prima de Zé fernandes, Joaninha, entao estava completamente feliz, ali na simplicidade do campo.
Novamente os creditos vão para Ana Maria, minha professora de literatura, já que era ela quem passava praticamente tudo do resumo que vou postar aqui.
A cidade e as Serras (Eca de Queiroz) 1901 - (Realismo)
Ficha de Leitura:
Narrador: Personagem, porém não o protagonista, e sim seu amigo José Fernandes, que narra atenuamente os fatos ruins de Jacinto, no entanto o traz á realidade.
Tempo e Espaço:
Paris e Portugal no séc 19, onde Paris representava a cidade, a grande metrópole com suas riquezas e Portugal representava as Serras, com sua simplicidade.
Condiz com a escola literária o Realismo quando apresenta criticas á aristocracia, e descreve o adultério.
1826- mostra o positivismo, e o cientificismo as avessas.
Romance Humanitário:
Mostra o atraso de Portugal, e seus problemas sociais, critica a elite portuguesa que nao cuida de sua terra e de seu povo, e apresenta como solução um retrocesso tecnológico de agricultura, para os moldes do sistema feudal, afim de melhorar a economia portuguesa.
Personagens:
Jacinto: o "príncipe" vive uma vida plena e satisfatória de ilusão quando em Paris, e seus atos refletem isto, porem quando cansado da vida de futilidades, é imerso nas serras de Portugal e descobre a verdadeira felicidade.
Zé Fernandes: o melhor amigo de Jacinto, que se aproveita também de sua fortuna, porem abre os olhos do amigo quanto aquela vida fútil, e o insere no campo.
Aristocracia : vida de futilidades
Campo: vida de necessidades
RESUMO! ENREDO
Cap 1 a 7: Genealogia de Jacinto, mostra a saida de Portugal com D. Miguel.
1875-1880: tempos da universidade onde mostra sua teoria : suma potência x suma ciência = suma felicidade.
1887-1888: Zé Fernandes após passar um tempo em Portugal, volta a Paris.
Cap 8 a 16: Jacinto cansa-se da vida de aparencias que leva em Paris, Zé Fernandes ajuda abrir os olhos de Jacinto, mostrando a ele, as desigualdades sociais existentes ali. Então propõe uma viagem a Portugal, onde Jacinto se maravilha com a simplicidade do campo, e como sua bagagem extravia e atrasa, ele prefere ficar por lá, por mais algum tempo.. Depois de residido, um dia numa chuva torrencial, teve de se hospedar na casa de um de seus funcionarios, e é quando percebe as necessidades de seu povo. E a partir daí comeca a transformar suas terras, colocando ali um posto médico, escolas e etc. Com o passar do tempo, casa-se com a prima de Zé fernandes, Joaninha, entao estava completamente feliz, ali na simplicidade do campo.
Literatura! Resumo e Ficha de Leitura - Til (Jose de Alencar)
Gente! eu sei que o post é meio grande, mas entendam é o livro INTEIRINHO aqui! em um resumao que vale pra vida! ..
Resumo: Til, José de Alencar:
Estão em um passeio pela fazenda Palmas Berta, jovem pequena, esbelta, ligeira, buliçosa, grandes olhos, negros, boca mimosa; e Miguel, que era, alto, ágil, de talhe robusto e bem conformado. Eles encontram Jão Fera, homem de grande estatura e vigorosa compleição, que tinha fama de bandido. Após um desentendimento entre Jão Fera e Miguel, ele vai embora a pedido de Berta. Os dois amigos vão ao encontro de Linda e Afonso, irmãos gêmeos de cabelos castanhos e olhos pardos, filhos de Luís Galvão, que era um bonito homem, de fisionomia inteligente e regular estatura, e de D. Ermelinda de 38 anos. Linda ama Miguel. Berta e Miguel se amam. Mas, para não fazer sofrer a amiga Linda, Berta faz de tudo para que Miguel ame Linda. E consegue. Berta e Miguel ficam sabendo que Luís Galvão vai fazer uma viagem para Campinas e que a mãe dos meninos estava com mau pressentimento. Berta fica assustada, pois acha que Jão Fera está por trás disso, e parte pela floresta para evitar a emboscada. Encontrando-o, discute com ele, que lhe tem muito amor, e consegue evitar o assassinato, oferecendo-lhe uma corrente de ouro para que Jão pudesse devolver o dinheiro ao contratante do crime,mas ele não aceita. Jão havia sido contratado por Barroso, homem de cinquenta anos, uma barba ruiva e áspera, de mediana estatura e excessivamente magro. Este fica furioso ao saber que ele não cumprira o acordo. Todos gostavam muito de Berta, pois era alegre e de bom coração. Visitava constantemente Zana, uma mulher com problemas mentais.Berta também tenta alfabetizar Brás,de 15 anos, um garoto feio, e descomposto em seus gestos. Tinha um ar pasmo, um olhar morno, com expressão indiferente e parva, ele também tem problemas mentais, ao sentir ciúme de Berta ele tenta matar Zana, é repreendido por Berta e se arrepende. Brás era filho de uma irmã de Luis Galvão, que morrera viúva, e por isso ele vivia na casa de seu tio. Ele dera a Berta o apelido de Til, pois quando ela lhe ensinava o abc, ele achava o til do alfabeto gracioso, então o associou a Berta a quem queria muito bem. Pelo assassinato de Aguiar, do Limoeiro, seu filho oferecera uma recompensa a quem matar o assassino Jão Fera. Avisado do acontecido por Chico, Jão pede que este vá até o filho de Aguiar do limoeiro e peça cinquenta mil reis em troca Jão Fera de se entregar.
Barroso e seu bando planejam provocar um incêndio na casa de Luis Galvão para matá-lo e depois, apagando o incêndio, Barroso pretende oferecer seus serviços à viúva e conquistá-la. Na verdade, ele era Ribeiro, que desejava se vingar do passado, pois ficaria com a esposa daquele que manchara a honra de sua esposa Besita. Ribeiro, após a cerimônia de casamento com Besita, recebeu uma carta para ir à toda pressa até Itu, onde receberia grande herança que um tio lhe deixara. Ele não voltou mais e, dois meses depois, em uma noite, Zana, a mucama, viu u homem chegando e pensou ser Ribeiro. Este homem teve uma noite de amor com Besita, que descobriu não ser seu marido, mas Luis Gouveia, que era seu apaixonado , mas não queria se casar com uma moça pobre.
Mais de um ano após ser abandonada por Ribeiro, Besita teve uma filha, nascimento ignorado em Santa Bárbara. Só quem sabia era Jão Bugre e Zana. Ele desconfiava de Luis Gouveia e chegou a querer matá-lo. Em uma ausência de Jão, Ribeiro chega e se depara com a traição e assim mata Besita estrangulada e só não mata Berta, porque Zana a salva.
Muito tempo depois, Ribeiro está de volta, para acabar de se vingar do passado. Ele trocara seu nome para Barroso, tinha agora uma irrupção no rosto, Jão e Ribeiro tinham-se visto poucas vezes na época de Besita, por isso não se reconheceram quando se encontraram. Na noite são João, Gonçalo, o pajem Faustino e Monjolo,empregados da fazenda que foram contratados por Ribeiro (Barroso) trancam a senzala e ateiam fogo no canavial. Luis tenta apagar o fogo e é agredido pelas costas por Gonçalo; Jão o salva, e mata os três bandidos. Barroso foge. Conforme o combinado, Jão se entrega ao filho de Aguiar, diz que irá pra onde ele quiser,desde que ninguém toque nele; pois, se isso acontecer, está desfeito o acordo e ele estará livre novamente. Os capangas tentam amarrá-lo, ele espanca todos e vai embora. Ribeiro (Barroso), que ficara sabendo dessa prisão, volta para tentar matar Berta. Jão,que estava solto novamente, consegue pegá-lo e o mata de forma violenta. “Quem o visse dilacerando a vítima com as mãos transformadas em garras, pensaria que a fera de vulto humano ia devorar a presa e já palpitava com o prazer de trincar as carnes vivas do inimigo.” Brás, que presenciara tudo e não gostava dele, leva Berta para ver a cena. Ela foge horrorizada. Ele tenta explicar o ocorrido, ela bate-lhe no rosto. Percebendo que ela agora lhe tem asco, Jão se entrega a polícia. Em uma festa, D. Ermelinda escuta alguns convidados relembrarem o passado de Luís e mencionam Besita e as suas aventuras do passado. Ela fica amargando a verdade, muito entristecida. Luis resolve contar tudo à esposa; ela chora e decide que ele deve reconhecer Berta como filha. Contam tudo a Berta; omitindo, porém, as circunstâncias desagradáveis, alegando que Luis Gouveia viveu o primeiro casamento com Beisita. Mas Berta sente que estão escondendo algo. Jão foge da prisão e procura Berta, ela o faz prometer que nunca mais matará ninguém. Ele fala de Besita, sua mãe, e ela lhe implora que conte tudo. Ele conta a verdade. Meses depois do caso com Besita, Luís casa-se com D. Ermelinda e nasce Berta, filha de Besita. Elas vivem isoladas, moram com ela Zana, que amamenta o bebê e Jão Fera, que cuida delas como um cão fiel. Um dia, Besita pede a Jão que vá a Itu comprar algumas coisas para o bebê. Durante sua ausência, aparece Ribeiro, que a acusa de traição e a estrangula. Jão chega e consegue salvar Berta, Ribeiro foge. Nhá Tudinha, mãe de Miguel, ouve choro vindo da casa de Besita e vai ate lá. Jão conta o acontecido e ela adota Berta como sua filha. Zana enlouquece e continua morando na casa de Besita e tendo alucinações com a morte dela. Jão torna-se capanga e matador, tentando aplacar a furiosa sede de vingança que tem. Ao saber os detalhes de sua História, Berta abraça Jão e diz que ele cuidou dela e que o considera seu pai. Jão passa a trabalhar na terra. Luís quer que Berta vá morar com ele e sua família; ela se nega e pede que leve Miguel, que ama Linda. Miguel tenta convencê-la a ir junto, mas ela recusa. “Não, Miguel. Lá todos são felizes! Meu lugar é aqui, onde todos sofrem.” Eles partem para São Paulo. Berta fica.“Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.”
Ficha de Leitura – TIL, José de Alencar
NARRADOR: em terceira pessoa, onisciente, pois conhece todos os segredos das personagens; sugerindo que Luis Galvão tem segredos que a família desconhece, como se pode verificar no fragmento:
“Luis Galvão tinha um segredo em sua vida, talvez uma falta; e o ocultava de todos, mas especialmente da mulher. Ver-se humilhado perante aqueles a quem se ama, e cuja estima se alcançou, não pode haver maior suplício para o homem de brios.”
Utiliza-se de flash back , nos capítulos 32 a 36, para contar o passados das principais personagens envolvidas na trama e assim elucidar o leitor quanto aos mistérios que aparecem na história, tais como a verdadeira identidade de Barroso, a origem de Jão Fera e o passado de Luis Galvão
Espaço: trata-se de um romance regionalista, cuja história se passa em uma região entre Santa Bárbara do Oeste e Campinas, interior de São Paulo. Toda a trama se passa na Fazenda das Palmas, um lugar próspero dirigido pelo fazendeiro empreendedor Luís Galvão, que desenvolve a policultura de grãos em pleno Brasil da monocultura. Não são apresentados problemas sociais, o espaço é idealizado como local fértil e acolhedor e não se discute o problema da escravidão, embora haja menção ao trabalho escravo.
Veja passagem:
“Assim atravessaram os canaviais, divididos em alqueires por largas alamedas e carreadores mais estreitos.
(...)
Entraram, em seguida, na roça, onde o feijão estava em flor e o milho espigava, agitando os louros pendões. Logo adiante ficavam os vastos cafezais, recentemente carpados e já frondosos para mais tarde se cobrirem de bagas escarlates,como fios de corais entrelaçados pela folhagem de brilhante esmeralda.
Aí à sombra dos renques de cafezeiros, descansavam os pretos, recebendo a ração do almoço, que as rancheiras de cada turma dividiam pelas gamelas e palanganas que lhes apresentavam.” (p. 44)
Tempo: A História se passa na primeira metade do século XIX, e retrata costumes de época, como o casamento por dote ( entre Luís Galvão e Ermelinda), o fato de não ser comum a mistura de classes sociais (para Miguel se casar com Linda, há necessidade de tornar-se bacharel, refinar costumes , para ficar à altura da filha do fazendeiro) , vingança e lavagem da honra com sangue ( Ribeiro , depois de 16 anos, volta para fazer justiça com as próprias mãos – quer matar Luis Galvão, que seduziu sua esposa Besita, e ficar com a família do fazendeiro).
Personagens: são tipos sociais do mundo rural ,dividido entre senhores e servidores, não há profundidade psicológica e Berta mais Miguel representam os protagonistas, adequados ao perfil de heroína e herói românticos.
Berta: é uma jovem de 16 anos, que vive de maneira caridosa, como protetora dos fracos, tais como a negra Zana e Brás, o enjeitado. Corajosa, convive com Jão Fera e o enfrenta, dando-lhe ordens para não matar Luis Galvão, demonstrando ascensão moral sobre o capanga embrutecido pelo meio. Sublima seu amor por Miguel, procurando enxergar nele apenas um irmão de criação; sacrifica seus sentimentos para favorcer Linda, uma vez que sabe ser a amiga ( e irmã) apaixonada por Miguel.
Miguel: um jovem um pouco mais velho que Berta, irmão mais velho de criação , pois sua mãe, Nhá Tudinha foi quem abrigou a menina, que recebeu das mão de Jão Fera, após a morte de Besita. Aparece como um protetor de Berta, seguindo-a por toda a fazenda, demonstra ser apaixonado pela menina, mas se submete-se passivamente à sua vontade, de que ele se case com Linda.
Quadro de Personagens
- Luís Galvão- Próspero dono da fazenda de Palmas , pai de Linda e Afonso , esconde um passado sombrio da família – o caso com Besita, com quem teve a filha Berta;
- D. Ermelinda- senhora filha de um capitalista, casou-se com Luís por um dote de seu pai. De costumes refinados, não é bonita. Não quer que os filhos se envolvam com subaltermos;
- Linda e Afonso : Gêmeos, 16 anos, muito parecidos fisicamente, ele é apaixonado por Berta ( que não sabe ser sua irmã) e ela é apaixonada por Miguel. Tudo indica que se casará com ele.
* Barroso (Ribeiro) : o marido traído ;
* Besinda: a fina flor da região;
- Zana : mucama de Besinda, protegida por Berta;
* Rosa: mucama;
* Faustino: pajem, mestiço, comparsa de Barroso;
* Monjolo: negro da roça, comparsa de Barroso
- Pai Quicé: negro das tulhas e fábricas, inválido, protegido de Berta;
- Sô Mandu: mulato, um camarada;
* Nhá Tudinha e Fausta (negra ajudante);
* Chico Tinguá e Nhanica – donos da pousada;
* Gonçalo Pinta : valentão (Suçuarana ) comparsa de Barroso
* Aguiar do Limoeiro e seu filho vingativo;
- Brás – o Marmanjo enjeitado
Gênero – Características da Novela Regionalista
* Destaque para a cor local de beleza rara (vide descrição do espaço);
* Capangas e emboscadas :
“ Esta é com pouca diferença a história de todos os assassinos incorrigíveis que infestam o interior do país. Eles foram educados pelos poderosos como dogues que se adestravam antigamente para a caça humana, dando-lhes a comer, desde pequenos, carne de índio.” (p.152)
* Festas e tradições: noites de São João, ceias, mastros, fogueiras, tiro ao alvo com bonecas de pano, bandeiras, cesta com iguarias no topo de um mastro;
* Vocabulário : Tronqueira, tocaia, embuçado, marmanjo, Inhá, outeiro, galinha sura, furna, garrucha, bugrezinho...
- Economia rural – terras, plantações, colheitas....
Estilo- Características do Romantismo
* Protagonistas jovens – 15 a 18 anos;
* Maniqueísmo- o bom é sempre bom, o mal é sempre mal;
* Antecedentes do Casamento- que pode ser o “happy end”.
* Heroína sacrifica-se por amor ou pelos outros;
- Personagens tipos – pouca profundidade psicológica
PS: Créditos á Ana Maria!
Beijinhos,
May
May
Literatura! Lista de Livros Fuvest/Unicamp
Oie! Hoje, vim postar aqui a tão temida e gigantesca Lista de livros!
Mas se pegar firme, da pra ler tuuuudo direitinho, e os resumos ajudam muito mesmoo!
Aqui vai:
Romantismo:
- Til (José de Alencar)
- Viagens na minha terra (Almeida Garret)
- Memórias de um sargento de milícias (Manoel Antonio Almeida)
Realismo:
- A cidade e as serras (Eça de Queiroz)
- Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Naturalismo:
- O Cortiço (Aluisio de Azevedo)
Modernismo:
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)
- Capitães de Areia (Jorge Amado)
- Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
Depois eu coloco, o resumo de cada um, e alguma síntese do movimento literário a que pertencem!
Mas se pegar firme, da pra ler tuuuudo direitinho, e os resumos ajudam muito mesmoo!
Aqui vai:
Romantismo:
- Til (José de Alencar)
- Viagens na minha terra (Almeida Garret)
- Memórias de um sargento de milícias (Manoel Antonio Almeida)
Realismo:
- A cidade e as serras (Eça de Queiroz)
- Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Naturalismo:
- O Cortiço (Aluisio de Azevedo)
Modernismo:
- Vidas Secas (Graciliano Ramos)
- Capitães de Areia (Jorge Amado)
- Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
Depois eu coloco, o resumo de cada um, e alguma síntese do movimento literário a que pertencem!
Beijinhos,
May
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